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 Distrito 12

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Amethyst Portshore
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MensagemAssunto: Distrito 12   Ter Mar 14, 2017 1:44 pm



DISTRITO 12

"O Distrito 12 tem vindo a crescer cada vez mais após a rebelião. Especializando-se em medicina e farmacêutica, os Tributos vindos deste distrito são inteligentes e astutos."


Antecipando os dias da Colheita, o ambiente no Distrito 12 estava bastante tenso. Haviam menos gente na rua, as pessoas falavam menos e pareciam nervosas. Porém, o trabalho continuava.

ATENÇÃO: Utilize este tópico para interagir dentro do seu Distrito (sozinho ou com o seu companheiro de Distrito). Pode falar de tudo, desde do que está fazendo até ao que está sentindo. Aproveite para desenvolver a história do seu personagem. A postagem não é obrigatória, mas apenas a faça se tiver a certeza que não mudará o distrito e ocupação do seu personagem depois. E lembre-se: O seu personagem ainda não foi escolhido na Colheita.

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MensagemAssunto: Re: Distrito 12   Ter Abr 11, 2017 7:12 am


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O mais irônico de sobreviver a tudo o que Panem passou nos últimos anos é saber que toda aquela merda voltaria a ser como era antes, só que pior. Dessa vez o Distrito 13 agora também faz parte do Pão e Circo criado pelos monstros da Capital. A parte mais engraçada disso tudo é imaginar que só porque você está no 12 e está com Katniss Everdeen no mesmo sítio, você está seguro. Mentira.

Tudo o que fazia antes não passa de um simples resquício do passado no qual vou ter que me acostumar a viver e suportar. Já não podia mais socar as paredes e ter meu braço roxo, porque isso também geraria motivos para desconfiança dos patrões. Que bosta de lugar.

Saio para caminhar dentro do Distrito, coisa que talvez até seja inconsciente quando estou irritado. Tudo está bem cinza nessa manhã. O Prego ainda está o mesmo, com a mesma feira de vários restos, só que ainda mais destruído do que há dois anos. A população continua pobre, exceto pelos meus patrões, criados e vividos no Distrito 1 que vieram aproveitar o baixo custo de tudo que há aqui para ter do bom e do melhor. Podres de rico.

Ouço alguns passos atrás de mim, como se alguém me seguisse. O mesmo tipo de movimento que ouvi a manhã inteira enquanto estive apenas zanzando pra lá e pra cá. Viro dentro de uma das ruas e espero os passos se aproximarem. Quando o corpo gira na mesma entrada que eu, seguro-o pelo colarinho e jogo-o na parede. Morfeu se encolhe todo para que eu não batesse nele.

- Idiota! Por que infernos está me seguindo? - pergunto.

Ele gagueja alguma coisa e então eu o solto.

- Porra, Morfeu. Eu poderia ter te machucado.

- D-desculp-pa, Malaphar. O patrão quer você em casa, disse que ainda não terminou o serviço. Sabe o que ele faz com quem não termina o serviço, né? - De repente sua expressão muda e se torna sarcástica.

- Tou pouco me fodendo pra eles, Morfeu. - respondo, ríspido.
- Não terminarei o serviço enquanto eles não dobrarem o preço. Vai ser algo trabalhoso demais para me dar o luxo do quanto eles estão me pagando.

Ele recua seu corpo magro de perto de mim com um sorriso. A cicatriz no seu olho direito eram as marcas de que os patrões realmente não brincavam em serviço. Morfeu acena para mim com seus quatro dedos na mão esquerda se despedindo.

- Encontro você mais tarde, às 12 horas, não se atrase. - Morfeu me entrega uma piscadela e então desaparece aos passos largos em meio as pessoas.

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MensagemAssunto: Re: Distrito 12   Sab Maio 06, 2017 5:11 pm


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Olho no relógio dentro do escritório dos Cristails e ouço apenas meu pé batendo no chão, ansioso. Levo uma das mãos na testa, irritado por ter que esperar Morfeu, atrasado há cinco minutos.

- Chega, não vou esperar esse filho duma corna.

Me coloco de pé e ouço a porta abrir. O rapaz cheio de espinhas amarelas no rosto entra com um largo sorriso, arrumando o cachecol esfarrapado preso ao pescoço.

- Desculpe a demora, acabei me atrasando porque soube que você odeia esperar – ele ri, como se fosse engraçado.

- Tá. – respondo. – Quem é o da vez?

- O nome dele é Wilsman, aqui está o retrato falado do homem. – Morfeu pega um dos rabiscos de Joriah e me entrega. – O homem tem cinquenta e três anos hoje, quatro filhas, um filho e três ex-esposas.

Entrego a Morfeu um sorriso torto com o canto da boca.

- Parece que o homem gostava da coisa.  

O rapaz espinhudo sorri de volta, dessa vez mostrava não só sua cara feia como também os dentes tortos.

- Tanto gostava que tentou assediar a senhora Shiva.

Estava olhando para as unhas quando paro e encaro o babaca.

- Então é disso que se trata? Só porque ele olhou para a cadela de luxo?  

- Cuidado com as palavras, Malaphar, pode acabar perdendo a língua numa dessas – responde Morfeu, gargalhando e girando sua mão. – Aliás, pior que a língua, pode perder o irmãozinho...

Com um impulso, salto por cima de uma das cadeiras e grudo Morfeu pelo cachecol, caindo com ele no chão, com os dentes e olhos cerrados.

- Encoste um dedo em Thanatos e esse pus na sua cara vai misturar com sangue.  

Joriah e o outro rapaz que acompanhavam Morfeu me tiram de cima de Morfeu e me empurram.

- Vá cumprir a ordem do chefe, Malaphar. Todos aqui temos uma missão – responde Joriah.

Arrumo minha roupa velha e fodida e bato a porta do escritório, seguindo até Wilsman para acertar as contas.


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MensagemAssunto: Re: Distrito 12   Dom Maio 07, 2017 11:47 am


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Abro a porta da casa dos Cristails e dou de cara com Shiva.

- Oh! Pela sua cara, vejo que terminou o trabalho muito bem, querido – ela me entrega uma risada gracejada, levando a mão cheia de joias à boca.

Não a respondo e então vejo a possibilidade para perguntar o que vinha em minha cabeça à meses.

- Senhora, me permite matar minha curiosidade?

- Sim? Qualquer coisa pelo nosso herói. Meu herói. - dessa vez a mulher me seca de baixo para cima, o que me deixa mais enojado por essa família.

- O Distrito 1 era tão ruim assim? Por que vieram parar no ’12?

A mulher encara o chão e senta em seu sofá, pegando a taça de água que estava na mesa de centro.

- Ora, pelo mesmo motivo que muitos, Malaphar. Eu acreditava que com o Tordo, o ’12 finalmente se tornaria um Distrito rico. – Ela dá de ombros. – E como infelizmente não podemos deixa-lo rico, tomamos o poder para nós! Aliás, estou tão ansiosa que meu querido Garlic virou prefeito que já nem sinto mais falta daquelazinha.

Concordo com a cabeça. Pensando exatamente na mesma coisa e então fazendo uma referência que Garlic insistia para que eu fizesse sempre que fosse deixar qualquer lugar que eles estivessem presente.

- Peço a permissão para ver meu irmão, senhora.

- Permissão aceita, querido. Ele sai da sala de educação e aprendizado às 18 horas. Vá tomar um banho e então busque-o para passarem um tempo juntos.

Sorrio amigavelmente para a puta safada e então deixo a sala. O lado bom de falar diretamente com Shiva era que ela é muito mais volátil que Garlic e até mesmo o lixo humano que eles chamam de filho, Morfeu.


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Amethyst Portshore
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MensagemAssunto: Re: Distrito 12   Sex Maio 19, 2017 4:24 pm



Turnê da Vitória

A turnê do mais recente vitorioso continua, sendo o próximo destino de Dante Archer o Distrito 12. A estação de trem parece não ter sofrido por conta das bombas explodidas no local, mas é notória os focos de construções aqui e ali para trazer de volta à vida o distrito arrasado pela guerra. Ao adentrar no novo Edifício da Justiça, Dante percebe que ele é tão novo quanto o do Distrito 13.

Assim como no dia anterior, o prefeito anuncia sua entrada, mas, diferente do Distrito 13, ele percebe a maioria das pessoas completamente apáticas. Alguns batem palmas desanimadas e quase inaudíveis, ação que, mesmo com tamanho desânimo, surpreende o vitorioso, já que foi o charmoso e forte Tributo Masculino do Distrito 12 quem disputou a vitória no final com o rapaz.

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No pedestal de Demon Nashville, estão sua madrasta e sua irmã, que o olha como se o odiasse profundamente. No de Alexis Dalia, estão seus tios idosos - a mulher chora no ombro de seu marido, que olha pesadamente para Dante.

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Dante Archer

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MensagemAssunto: Re: Distrito 12   Seg Maio 22, 2017 7:48 pm



DANTE ARCHER

Se já me sentia mal no Distrito Treze, nem tenho palavras para descrever como me sentia agora a caminho do Doze. Já não dormi nada na noite anterior - e pouco comi durante o banquete lá na casa da Justiça - à velocidade que os comboios viajam atualmente, em poucos minutos estaríamos no Distrito Doze e eu já perdi a conta das vezes que já dei a volta aos vagões numa tentativa escusada de me acalmar.

- Nem uma única palavra vinda da tua boca enquanto estiveres lá em cima para além das que estão aqui escritas. - As ordens de Mertle são diretas e ríspidas enquanto ela me entregava os cartões que continham o discurso me encarregado ao Distrito Doze - E nem penses em levar esse chapéu.

Encaro-a confuso, ao retirar o chapéu de cowboy me oferecido pelos patrocionadores durante minha ‘estadia’ na Arena. Faço-o rodopiar no meu dedo e lanço-o em direção à poltrona mais próxima, onde pousa na perfeição, apesar de meu olhar continuar focado em Mertle, que tampouco tirava os olhos sérios de mim e balbuciar num tom quase inaudível que era perigoso, me esclarecendo a situação.  

Quando me ofereceram o chapéu e reparei no pin em forma de flecha empregado nele, na altura nem liguei ao assunto pensando ser alguma referência ao meu sobrenome, Archer (arqueiro) - até me lembrar a quem estava amarrado, literalmente. Demon, do Distrito 12, Distrito responsável pela revolução que ainda há bem pouco tempo estragou o esquema todo à Capital. Katniss, a principal responsável por isso, levava um pin com um tordo segurando uma flecha consigo - e era uma arqueira. Nunca recebi confirmação alguma que o chapéu fosse oferenda também do Doze e não só do Dez, mas acredito que sim. Na altura até achei que fosse um sinal para me fazerem confiar em Demon. Agora que os Jogos voltaram, a Capital sempre coloca um olho extra em cima do Doze e acho que o que Mertle não quer que eu faça é parecer associado a eles de qualquer forma que possa fazer a Capital achar que esteja os suportando. Só que sinceramente, eu não consigo nem pensar em como ganharei coragem para subir ao palco, quanto mais como me comportarei lá em cima.

Tal como no Distrito anterior, a minha equipa de preparação veste-me em roupas exageradamente quentes, desta vez um casaco que estranhamente se assemelhava ao que a Capital nos deu durante a fase do deserto na Arena - pois nesta altura do ano, todo o Distrito estaria coberto de neve - coisa bem rara de acontecer no Dez.

Sinto-me como um boneco de trapos sendo empurrado de um lado para o outro, pois mal consigo reagir durante todo o caminho até ao Edifício da Justiça, chegando ao ponto de Mertle se passar e quase gritar para eu me recompor, só aí me acordando de volta para a vida e conseguir subir as escadas até ao palco onde me apresentaria ao povo, à casa, à família do aliado que matei.

Gostaria de não me sentir obrigado ao chamar Demon de aliado. Eu me voluntariei com plena consciência de que passaria todos os meus dias na Arena sozinho, não tinha como confiar em ninguém ali dentro - muito menos depois das inúmeras traições a que assisti enquanto estudava as edições - mas os Gamemakers assim o quiseram, e assim foi. Se assim não tivesse sido, com certeza não me teria custado tanto matar o rapaz quando estava a um pequeno passo de regressar a casa. Não me custaria tanto enfrentar este público. Mas foi, e agora preciso fazer um esforço imenso para me obrigar a finalmente encarar as pessoas lá em baixo. Encarar a família de Demon e inevitavelmente me ver a mim ali em cima, com a imagem de Zachary atrás. Vejo-me principalmente nos olhos de quem só podia ser a irmã dele, que me faz desviar o olhar no mesmo segundo em que me apercebo disso.

Dou uma vista de olhos no cartão que Mertle me deu, que na altura nem força para o ler tive, de tão ansioso que estava - mas foi só ler as primeiras duas frases que imediatamente cerro o punho que o segurava por instinto, amachucando  o papel entre os meus dedos. Em passos lentos, me aproximo do microfone antes de agarrar nele. Mas da forma como a minha mão treme tanto, vejo-me obrigado a pousá-lo outra vez logo de seguida.  

Ergo meu olhar para o público, sem saber como reagir. Meu olhar parecia preso no nada, minha boca estava semi aberta e eu só conseguia ver o meu peito subir e descer de uma forma exagerada com a minha respiração - até a tosse seca de Mertle me chamar à atenção de sobressalto, fazendo as palavras finalmente saírem da minha boca.

- Quando eu me voluntariei - começo, de voz tremida - não pretendia me aliar a ninguém. Nem mesmo à minha companheira de Distrito, se esta não tivesse sido Ellie. Bem, mas a Capital decidiu colocar Demon no meu caminho e... como todos vocês sabem, eu fui acorrentado a ele, não me dando outra escolha senão me aliar a ele. Ou cortar o seu braço. - Encaro o público sem jeito, sem eu próprio saber se o que acabei de dizer era suposto ser engraçado ou não - a verdade é que eu pensei mesmo em fazer isso no segundo em que ele me entregou a faca, e acho que da forma como as coisas terminaram ninguém ali em baixo duvidaria que eu fosse mesmo fazer isso...

Meu olhar mantém-se fixo no nada, eu não sabia como continuar a partir daí. Eu não sei que merda se passou na minha cabeça para eu ter ignorado os textos de Mertle quando sei o quão péssimo sou com estas situações. O que eu sei é que já nem estava me reconhecendo. Toda  minha vida fiz merdas de que me arrependi e sempre enfrentei as consequências de frente, fossem o que fossem. Sempre me manti firme pelos que já partiram e pelos que ainda estão comigo. Porque estava a ser tão custoso agora? Quase toda a minha vida me preparei para estar agora aqui, enquanto vitorioso. Eu sabia que chegar até aqui sem matar alguém era quase impossível - e nem estava nos meus planos. Porque não consigo nem balbuciar umas simples palavras sobre isso?  

-E-eu... pensei que não teria que o voltar a ver. Desculpem, as coisas poderiam ter sido doutra forma. - -Se eu não me tivesse voluntariado… - Desculpem. Eu lamento muito.

Forçar é pior. Se eu tentar dizer algo que não sei expressar, só farei de mim ainda mais idiota. Quase num salto, me afasto do microfone e dou meia volta para sair do palco, agora mais firme, mas sem dizer mais nada.


Oh Lord, send me transmissions
Forgive me for what I've become
The sun has come to save me
put a little love into my lonely soul



Última edição por Dante Archer em Qua Maio 24, 2017 3:05 pm, editado 1 vez(es)
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MensagemAssunto: Re: Distrito 12   Qua Maio 24, 2017 6:54 am


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Infelizmente sou levado junto com os outros habitantes da cidade a ver o mais novo vitorioso se exibindo em cima do palco. Uma total perda de tempo. É como se tudo aquilo pelo qual tivesse sido lutado dois anos atrás não tivesse valido de merda alguma.

Sigo ao lado de Morfeu - contra minha vontade - até o centro onde ficamos aguardando pelo vitorioso. As famílias dos respectivos tributos estavam nos pedestais, e por um segundo fico pensando quem estaria no meu pedestal caso fosse eu quem estivesse ali... Apenas Thanatos? Sinto uma dor fundo no peito, e balanço a cabeça negativamente. Sendo meu irmão mais novo ou não, eu não poderia deixá-lo à merce de Morfeu & Cia.

- Está pensando como vai ser sua imagem no pedestal, Malaphar? - ele ri, debochando.

Rosno.

- Ria de novo e arranco esses dois trapos pretos na boca que chama de dente. Seus amiguinhos não estão aqui pra te ajudar, Morfeu. - Retruco e o vejo engolir em seco.

O fato era quê, por mais feio que fosse, Morfeu também era um grande covarde medroso. E seu maior medo é saber de tudo o que eu posso fazer, e que eu não minto.

O vitorioso caipira sobe no palco para que pudéssemos contemplá-lo. Começo a rir ao ver o quão inseguro e tenso ele estava por ter que estar no '12. Deve ser um saco mesmo ser o irmão bonzinho que se voluntaria pra vingar o irmão, sem pensar em ter que matar. Infelizmente, esse é o mundo que vivemos. Ou você mata e vive, ou você é caçado até morrer.

- Essa turnê tá uma bela duma bosta. - digo, saindo ainda mais de perto das pessoas, indo para o fundo, sem querer olhar para o vitorioso novamente. Sinto Morfeu puxando meu braço.


- Onde você vai? - pergunta.

- Fazer o trabalho no qual você é covarde suficiente para fazer por si mesmo.
- devolvo e puxo meu braço de volta. Quem ele pensa que é pra encostar essa mão de punheteiro em mim?

Me afasto de Morfeu e também das palavras de Dante, que pareciam terminar em mais um pedido de desculpas.

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MensagemAssunto: Re: Distrito 12   Seg Maio 29, 2017 12:58 pm


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Abro a porta do meu quarto e vejo Thanatos olhando pra cima, ao lado de sua babá. Sorrio ao ver meu pequeno e me abaixo para pegá-lo no colo.

- Eeeei! E aí, guerreiro! Como você tá? - pergunto.

- Bem, imaozão. - Ele responde, apertando minhas bochechas com as duas mãos.

- Que bom! E a escolinha? A tia tem te ensinado muitas coisas?

Ele balança a cabeça em concordância e então a babá estica os braços para pegá-lo de volta. Meu irmão recua e me abraça, fazendo cara de choro. Pro Thanatos fazer esse tipo de coisa era por dois motivos: primeiro, ele não gosta da babá; segundo, ele não gosta da babá.

- Aconteceu alguma coisa com ele? - pergunto, fuzilando a garota com os olhos.

Ela gagueja um pouco e então engole em seco.

- Não, senhor... É que agora é hora do banho, e ele não gosta de tomar banho.

Começo a gargalhar.

- Fedido igual ao irmão, Thanatos?! O que acha de tomarmos banho juntos hoje? - Ele sorri e grita "imaozão". - Ótimo, está decidido. Como ainda não tomei banho, eu mesmo farei seu serviço. - sorrio para a garota e peço para que ela fique "à vontade" no meu quarto, enquanto dava banho no meu irmão.

+++

É sempre bom ter esses momentos de irmandade com Thanatos, afinal, ele foi tudo o que me restou. E como não sei meu dia de amanhã, é melhor aproveitarmos ao máximo esses momentos juntos, para que ele nunca se esqueça de mim.

Saindo do banho vejo a garota bisbilhotando debaixo do meu travesseiro. Bem que era muito incomum encontrá-la aqui, afinal, a última babá de Thanatos era muito mais velha que essa.

Deixo Thanatos na porta do banheiro e pego a garota distraidamente.

- Qual seu nome? O que aconteceu com a senhora Puff? - pergunto, pressionando minha mão no seu pescoço.

Ela tosse e então leva a mão nas costas, puxando uma faca. Filha da puta.

Seguro seu pulso e forço para a cama. A garota começa a se agitar e então ouço o choro de Thanatos atrás de mim. Não podia matá-la na frente dele, ele não precisa viver esse tipo de coisa. Bato minha cabeça no nariz dela algumas vezes e então ela solta a faca.

- Não vou perguntar de novo. Quem é você?!

- Desculpe, eu não queria... Morfeu. Ele me pagou para que eu te...

Os olhos da mulher viram para cima e ela desmaia de tanta força que eu aplicava em seu pescoço. Então Morfeu fez isso? Pagou alguém para me matar na frente do meu irmão?

Se o que o filho desses ricos covardes quer é morte, então ele teria a dele.

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Ophelia Kastille

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MensagemAssunto: Re: Distrito 12   Qui Jun 01, 2017 5:10 am


Ophelia Kastille

O clima no Distrito estava mais pesado do que nos dias normais. Demon estava tão perto da vitória que muitos daqui ainda não engoliram o fato de receber um outro vitorioso que não fosse do nosso Distrito. Até mesmo as construções foram obrigadas a pararem para que os trabalhadores fossem receber Dante Archer, ninguém deveria faltar na turnê.

Meu vestido já estava cheio de poeira, preciso espalmá-los para retirar a fuligem enquanto caminhava. Assim que me aproximo da multidão, aconchego ambas as mãos sobre o meu peito e encaro brevemente os pilares das famílias. A da garotinha está completamente desolada, o que me dá uma vontade enorme de chorar que logo é equilibrada pela raiva que sentia por parte da de Demon.

O rapaz realmente tinha chegado longe, agora todo tributo do Doze nos traz esperança de que reconquistaremos a paz sem os Jogos caso se torne vencedor, fazendo com que carreguem um fardo muito maior. Consequentemente a segurança tende a aumentar, desde semana passada estamos recebendo mais e mais pacificadores, por conta do receio de haver motins, se não fosse pelas pessoas estarem tão indispostas resultante de um trabalho árduo e sem pausas.

Ouço as palavras do vitorioso com uma dor no peito, sei que mesmo sendo voluntário e tendo que carregar o fardo de ter matado alguém era algo pesado, principalmente porque ambos eram aliados. Ele pede desculpas pela última vez e sai do palco, eu suspiro tentando aliviar o que estou sentindo e espero que tudo acabe eu volte para a rotina. Provavelmente esse discurso passará em minha cabeça durante o dia inteiro.

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Malaphar Trustplate

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MensagemAssunto: Re: Distrito 12   Ter Jun 20, 2017 10:52 pm


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Depois daquele dia, Morfeu ficou sem mostrar seu rosto para seus pais por aproximadamente duas semanas. Tudo isso porque não queria mostrar o dente molar que perdeu enquanto arrebentava sua boca sem parar. As imagens dele deitado no chão do seu quarto, implorando para que eu parasse não saía da minha cabeça.

- Eu juro, eu juro, foi só uma brincadeira, Malaphar! Não farei de novo, nunca mais... - em seus olhos, tudo o que podia enxergar eram algumas lágrimas, enquanto seu rosto vermelho e espinhento estava ainda mais vermelho por causa do sangue que saia de sua boca.

Dou mais alguns tapinhas de leve em seu rosto e aponto o dedo em sua cara.

- Só vou falar uma única vez... Teste minha paciência de novo e vai acabar que nem aquela vadia. Tá me entendendo?! - Ele assente com à cabeça, desesperado. - Ótimo.

Me coloco de pé novamente e o puxo pelo colarinho, alisando seu cabelo ensebado.

- Morfeu, Morfeu... Sabe que muita gente quer seus pais mortos, não sabe? E por incrível que pareça, eu sou o que mais trás alguma espécie de segurança pra sua família. Veja bem, vai valer a pena perder essa confiança no peão mais fiel aos seus pais?

A lembrança passa e a imagem desaparece da minha cabeça assim que o vejo entrar em meu quarto. Já havia se passado alguns meses desde o acontecido, e até agora estou surpreso com as atitudes de Morfeu. O rapaz parecia de fato ter mudado, mas é uma pena que carne podre só serve de dar o que comer aos corvos.

- Acabamos de receber uma denúncia... Parece que há alguém perseguindo meus pais todos os dias. Eles me pediram para chamá-lo e tomar conta do caso. - ele diz, secamente com os olhos para baixo.

Pego o charuto que estava fumando e entrego nas mãos de Morfeu antes de me levantar.

- Obrigado pelo charuto, estava ótimo. - sorrio, amigavelmente, dando alguns tapinhas de leve em seu rosto. - Diga a seus pais que cuidarei do assunto hoje mesmo. Já percebi que há pessoas atrás de ambos.


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