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 Distrito 02

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Amethyst Portshore
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MensagemAssunto: Distrito 02   Ter Mar 14, 2017 1:06 pm



DISTRITO 2


"O Distrito 2 é onde a maioria dos pacificadores são treinados e armas são fabricadas, mas originalmente era especializado apenas na mineração e lapidação de pedras. Publicamente, ele é apresentado como tendo as principais pedreiras do país"


Antecipando os dias da Colheita, o ambiente no Distrito 2 estava longe de ser tenso. Os mais fracos sempre se sentiram seguros por saberem que sempre terão os Carreiristas como voluntários.

ATENÇÃO: Utilize este tópico para interagir dentro do seu Distrito (sozinho ou com o seu companheiro de Distrito). Pode falar de tudo, desde do que está fazendo até ao que está sentindo. Aproveite para desenvolver a história do seu personagem. A postagem não é obrigatória, mas apenas a faça se tiver a certeza que não mudará o distrito e ocupação do seu personagem depois. E lembre-se: O seu personagem ainda não foi escolhido na Colheita.

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Amethyst Portshore
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MensagemAssunto: Re: Distrito 02   Sex Ago 18, 2017 12:03 am



Turnê da Vitória

Dante Archer chega no segundo distrito carreirista em sua Turnê da Vitória. Desde o momento em que o vitorioso desce do trem, ele sente o clima pesado e o quanto as pessoas ali olhavam torto para ele. No caminho até o Edifício da Justiça, Dante percebe também que a população é extremamente séria e se movem como se fossem robôs marchando. Alguns olham para o carro, mas não reagem negativamente. Apenas desviam o olhar e empinam o nariz, indiferentes.

Ao subir no palco, o rapaz recebe algumas palmas, mas ninguém parecia muito animado com a sua presença. Algumas pessoas olhavam com uma carranca, outras até mesmo com desdém.

-----

Há apenas um pedestal no meio da multidão. O telão mostra o rosto de Zefiro Hardlux ao lado do de Zyra Hadlux. Lá estava uma mulher alta de meia idade, com o olhar sério e uma postura superior encarando o vitorioso a todo instante, mãe dos tributos.



Última edição por Amethyst Portshore em Sab Ago 19, 2017 3:16 pm, editado 1 vez(es)
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Caelia Lacroix

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MensagemAssunto: Re: Distrito 02   Sab Ago 19, 2017 2:37 pm



Caelia Lacroix


Sou acordada por barulhos de pratos a baterem na mesa, fico um bom bocado deitada na cama apreciando o tecto. O ambiente nesta casa nunca foi muito agradável, mas desde que a guerra tinha acabado que se tinha tornado muito insuportável. De à uns tempos para cá que minha mãe estava a tentar demasiado pôr paninhos quentes entre toda a gente, mas nada parecia estar funcionando.

Olho para o relógio e noto que ainda é cedo, provavelmente estão tentando um pequeno almoço de família para começar bem o dia. Decido então que não me apetece. Me preparo para sair, pego nas roupas da colheita passada, é, isto ainda deve servir.

Saio do quarto e grito para a cozinha sem me dar ao trabalho de lá entrar.

-Vou sair.

É meu segundo irmão mais velho Gilad que me responde e não minha mãe.

-A mãe queria que comecemos todos juntos antes de ir lá ver o emburrado do Dez, tu vais fazer o quê? - ele responde com a sua voz monotónica.

-Vou dar uma volta, estou a tentar pôr o mood do mais novo vitorioso do culto de morte. - respondo já num tom torto.

-Não sei como é que essa insolência toda ainda não te bateu diretamente na boca. - ele volta a sua atenção para continuar na sua missão de destruir a cozinha enquanto acha que está a ajudar nalguma coisa. - Faz o que te apetecer, já é teu costume.

Não me dou nem ao trabalho de responder e me limito a sair porta fora com um sorriso de vitória. Já tinha chegado a um ponto que nem valia a pena discutir. Isso não ia resolver os problemas lá de casa.

Corro para uma pequena encosta onde costumo passar o tempo, fico lá sentada vendo o formigueiro que se dirige para ver o discurso da mais recente super star do país. Que se lixe o facto que dois dos nossos tenham morrido para ele lá estar, juntamente com mais 20 e tal crianças. Que se lixe a guerra que se travou para acabar com essa porcaria. Que se lixe…

Porque no fim o Dois ganhou. No grande conflito armado, o Dois ficou por cima. Mais crianças continuaram a morrer, mas pelo menos há uma grande chance que seja uma das nossas a matar elas todas, então o que importa?

Fico lá um bom bocado até ouvir uma voz familiar me chamar.

-Kelly, o Gilad mandou vir chamar você para irmos para a praça. - Era meu irmão mais novo Fluvius, chamando aquele apelido horrível.

-Você já teve tempo de aprender a dizer o meu nome como deve ser. - Reclamo com um suspiro.

Olho meu irmão de alto abaixo, ele deu outro pulo de altura, as roupas que ele estão usando foram as da última colheita de nosso irmão Tatius. Simpático dele ter saído de casa mas deixado as roupas antigas. Meu olhar imediatamente se desvia ao encontrar o sítio onde deveria estar o braço esquerdo de Fluvius, ai a manga da camisa apenas está caída. É uma imagem que nunca fará sentido na minha mente, o de um garoto com 15 anos que perdeu o braço numa guerra… Uma guerra para o qual ele me seguiu..

Afasto esses pensamentos o mais rapidamente possível e me levanto num pulo. Me aproximo de meu irmão com o ar mais ameaçador que consigo colocar. Ele nem se mostra preocupado, apenas espera que eu fale, então acabo caindo numa risada.

-Está bom, então, - digo por fim já retomando o ar sério. - Corrida até lá abaixo? Vamos lá ver quem consegue ficar mais perto do enjoadinho com cheiro a cavalo.


Why'd you come, you knew you should have stayed
I tried to warn you just to stay away
And now they're outside ready to bust
It looks like you might be one of us
.



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Dante Archer

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Jogador : Johanna

MensagemAssunto: Re: Distrito 02   Sab Ago 19, 2017 4:32 pm



DANTE ARCHER


"(...) e como tal, quero que encarem a morte de Zyra Hardlux não como a perda de um dos vossos mas sim vendo-a como um vector para a realização da magnífica Septuagésima sétima edição dos Jogos Vorazes em todo o seu esplendor, da forma que tudo aconteceu. Se tal perda não tivesse ocorrido no momento que ocorreu, se eu não tivesse apertado o chicote naquele momento, quem sabe se eu estaria aqui agora. Quem sabe o que poderia ter sido diferente. Só tenho que agradecer ao Distrito Dois por isso - pela sua magnífica prestação, pelos seus magníficos Tributos." - levanto o olhar do cartão, para encarar Mertle com sérias duvidas estampadas em minha face - "Obrigado." Obrigado? Não, eu não vou dizer isto.

Mertle, a acompanhante do Distrito Dez, estava de pé junto à mesa dos aperitivos do comboio, mal se dando ao trabalho de olhar em minha direção, desde o outro lado do vagão.
- Pois tens alguma ideia melhor que não os faça comerem-te vivo!? - ela responde, rispidamente.

- Não estou a dizer que mudaria o discurso. Que tal simplesmente não tocar nesse assunto? - Sugiro, atirando as palavras para o ar.

- Não. Eles estão à espera exatamente de dizeres algo sobre o assunto. Não que ignores a existência dela, como se nada fosse. Eles iriam achar que os estás a inferiorizar.

- E inferiorizar Zyra ao ponto de a considerar apenas um degrau para a minha vitória? Isso já não é um problema para eles? Acharem que estou grato por a ter morto? - respondo, já no mesmo tom ríspido de Mertle, farto da conversa.  Não era a primeira vez que seus discursos eram ridículos, nem a primeira vez que considerei mudá-los, mas aceitei seus conselhos e o facto de eu não saber direito o que dizer à frente de tanta gente que pode levar minhas palavras pelo caminho errado. Mas desta vez era demais. Talvez ela saiba como cativar um público, mas com certeza não sabe o que um familiar de um Tributo morto quer ou não ouvir enquanto está lá em cima. Mas isso sei eu muito bem.

- Mas não estás...? ...Grato?


*


Apesar da minha passagem no Quatro me ter feito passar pela cabeça a possibilidade dos Distritos Carreiristas receberem bem os Vitoriosos independentemente do seu distrito - afinal, eles são carreristas - é de se supor que eles gostem dos Jogos, independente do seu vencedor - mas isso era coisa que eu sabia que não poderia esperar do Distrito Dois. Não é como se eu não tivesse tido outra hipótese. Eu desci em direção a Zyra por minha opção, quando ela nem me havia notado ainda. Nem sei se chegou a notar até ao momento em que seu canhão disparou. Tanto quando sei, ela poderá ter morrido sem saber quem a matou. E foi tudo puramente por minha opção. Porque eu achava que era a coisa certa a fazer. Porque eu achava que devia matar um Carreirista. Um único que fosse, como se isso fosse trazer meu irmão de volta.

Por tal facto pouco me mete impressão como todos pareciam dar o mínimo para a minha presença ali. Como todos desviam o olhar após  se cruzarem com o nosso carro. Como poucos batem palmas quando subo ao palco.

Subo para meu olhar se cruzar imediatamente com o de quem aparentava ser a mãe de ambos os Tributos. Apenas um pedestral estava ativo, pois eles eram irmãos. Após minha vitória que consegui ver pelas gravações como Zyra estava afetada com a morte precoce de Zefiro. Nossa luta nem... nem pode bem ter sido considerada um combate. Zyra estava fora de si. E nunca saberei se ainda estaria neste lugar se ela não tivesse naquele estado. Na altura, foi um grande incómodo para mim. Mesmo tendo-me arrependido de tudo isto, saber que um dos poucos combates que tive mal pode se considerar como um. Talvez por já não me sentir tão capaz, com tanta certeza de que a venceria mesmo estivesse ela noutro estado. Não tenho a certeza. Como se isso fosse um detalhe importante...

A mãe deles se mantinha firme, de expressão séria, enquanto me encarava. Não parecia ser alguém que quebrasse facilmente. Mas ao contrário de mim ou da maioria dos familiares que um dia subiram àquele pedestral, ela sabia que os seus filhos iam para os Jogos. Ela sabia que eles não podiam regressar. Tanto quanto sei, até poderá ter sido ela quem os obrigou a tomarem o rumo Carreirista. Talvez seja por causa disso que mesmo depois do que eu fiz, mesmo com meu estômago revirando sempre que me lembro da naturalidade com que matei Zyra, mesmo me sentindo mal com tudo o que levou para eu estar aqui neste momento, eu não me sinto assustado como me senti no Doze. Não estou hesitante nem preocupado com o que esse povo pode achar de mim. Pelo que quando me aproximo do microfone, tampouco hesito em começar a falar. Digo o que tenho a dizer em palavras firmes, do discurso já previamente decorado que em pouco mudava sua introdução - mas obviamente, cortando completamente a ridícula parte que abordava a morte de Zyra.

Pelo canto do olho, consigo captar a expressão de Mertle lá atrás, antes de me virar novamente para encarar o público.

- Vocês são um povo de Carreiristas. De voluntários. Meus motivos foram diferentes para estar aqui hoje, mas o caminho é o mesmo. Vocês sabem que palavras bonitas não a trarão de volta, pelo que as descartei do meu discurso para vos trazer apenas a realidade. Como tal, espero e sei que vocês conseguirão entender melhor que ninguém o porquê de eu ter feito o que fiz. Obrigado.

Oh Lord, send me transmissions
Forgive me for what I've become
The sun has come to save me
put a little love into my lonely soul


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Caelia Lacroix

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Jogador : Joana Rato

MensagemAssunto: Re: Distrito 02   Seg Ago 21, 2017 1:27 pm



Caelia Lacroix


Chegamos na praça quando as pessoas ainda se estavam a juntar. Todos com os seus melhores fatos domingueiros, com a mesma postura e rigidez que implica nascer, crescer e ser educado no Dois. Enquanto isso, eu e meu irmão descemos a encosta que lavava ao ajuntamento e chegamos lá arfando, transpirados e completamente sem postura.

-Ainda tem que comer muito feijão para me passar à frente, moleque. - Lhe digo, dando um sorriso e um tapa leve no ombro.

Ele ri de volta, e se esforça ao máximo para recompor a respiração. O resto das pessoas passam por nós e dão olhares de desprezo. Não se ri num evento destes. Dois dos nossos estão a ser homenageados, não é uma brincadeira. E no entanto, quando tiveram a oportunidade de lutar pelo que pudesse impedir que aqueles dois irmãos idiotas morressem tão cedo, o distrito optou quase colectivamente, por lutar pelo lado que manteria a barbárie no qual eles morreram. Mas não faz mal, porque eles agora dão seus pesâmes com caras fechadas e silêncio.

-Deveríamos ir à procura da mãe e do Gilad? - meu irmão pergunta depois de se recompor.

-Eles já devem estar lá mais para a frente, vamos nos identificar e esperar por eles quando este circo acabar. - Respondo sem me dar ao trabalho de controlar o tom de voz.

Ainda andamos um pouco no meio da multidão tentando encontrar algum dos armários que são nossos irmãos mais velhos, mas não conseguimos enxergar Gilad ou Tatius. Escolhemos um lugar e observamos o belíssimo discurso.

Nós somos um povo de Carreiristas e voluntários, hmm. Isso falado do cara que se voluntariou para vingar a morte do irmão deixando para trás 3 irmãos pequenos na possibilidade de depois de perderem mãe, pai e um irmão, virem ainda a perder outro. Olho para a cara do meu irmão e vejo noto que ele também está ouvindo sem sentir qualquer empatia pelo cara.

O Dois sabe lidar com morte, destruição e força bruta, e que por isso entenderíamos o caminho de morte, destruição e força bruta que ele escolheu levar, e que o levou a matar uma dos nossos. Com a diferença que nós somos educados nisso, ele tem razão. Nós crescemos com a promessa da fama e fortuna através daquele jogo nojento, nossas famílias acham honroso nos atirar para o poço e esperar que um de nós saia. Aquele cara não. Foi criado numa família que o amava, que sempre temeu que ele fosse levado, que chorou quando seu irmão foi levado e morto. E ele resolveu deitar toda a normalidade que uma família consegue ter depois disso, se atirando para o poço depois também.

Ao entrarmos na academia a nossa escolha fica muito diminuída, principalmente se nos destacarmos, ele fez a escolha dele, de destruir vidas, não só as dos outros tributos como um pouco mais a da família dele. E isso não, novo vitorioso com cheiro a gado, eu nunca irei entender.



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I tried to warn you just to stay away
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