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 Distrito 04

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AutorMensagem
Amethyst Portshore
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MensagemAssunto: Distrito 04   Ter Mar 14, 2017 1:10 pm

Relembrando a primeira mensagem :



DISTRITO 4


"O Distrito 4 é um dos distritos mais ricos de Panem. Sua indústria é a pesca, que é útil para os tributos nos Jogos Vorazes: eles têm experiência na utilização de redes e tridentes, formando anzóis a partir do zero, são bons nadadores, e sabem identificar a vida marinha comestível. "


Antecipando os dias da Colheita, o ambiente no Distrito 4 estava longe de ser tenso. Os mais fracos sempre se sentiram seguros por saberem que sempre terão os Carreiristas como voluntários, porém o voluntariado aqui não era tão comum quanto nos outros distritos carreiristas.


ATENÇÃO: Utilize este tópico para interagir dentro do seu Distrito (sozinho ou com o seu companheiro de Distrito). Pode falar de tudo, desde do que está fazendo até ao que está sentindo. Aproveite para desenvolver a história do seu personagem. A postagem não é obrigatória, mas apenas a faça se tiver a certeza que não mudará o distrito e ocupação do seu personagem depois. E lembre-se: O seu personagem ainda não foi escolhido na Colheita.

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AutorMensagem
Slash Airsmith

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MensagemAssunto: Re: Distrito 04   Sex Out 27, 2017 1:05 pm


Slash Airsmith
▬▬▬▬▬☄️⚓️☄️▬▬▬▬▬


Sinto meu rosto esquentar e a dor estralando no meio das minhas pernas faz com que minhas veias todas aparecessem no rosto. Levo as duas mãos no saco e despendo de joelhos, só consigo ouvir a gargalhada de Zora ecoando por todo o ambiente.

Tento conter minha respiração e me acalmar aos poucos, mesmo latejando. Sento-me e espero a dor cessar, durante um bom tempo fico olhando para Zora, que também parecia sentir muito com meu soco.

- Ainda dói, mas acho que não vou conseguir usá-lo por um tempo. - rio. - Não precisa fingir que não sente dor... Todo esse tempo não me deixou regulado.Numa próxima vez usaremos equipamentos, e protetor para o meu amigo. - brinco.





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Zora Greyport

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MensagemAssunto: Re: Distrito 04   Dom Out 29, 2017 9:18 pm


ZORA ₲REYPORT
▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬

Rio ainda mais com a resposta de Slash, obrigando-me a parar como noto o quanto a minha risada ecoava por conta das cavernas que se formavam nos rochedos. Já há alguns dias que não me ria desta maneira - que por segundos torna meus problemas bastante insignificantes - e não consigo me deixar de sentir um pouco idiota por me ter fechado tanto numa bolha desde que fui expulsa da Academia. Achava eu se tratar apenas da forma que arranjei para impedir, de me dividir de qualquer coisa que me pudesse vir a fazer sentir ainda pior comigo própria, quando talvez a pressão de me manter contida na mesma só tenha agravado a situação.

— Desculpa, mas mereceste mesmo essa. - respondo, com um sorriso trocista na cara.

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Sidon Loredan

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MensagemAssunto: Re: Distrito 04   Qua Nov 01, 2017 2:43 pm


SIDON ♆ LOREDAN

O treinador anuncia o fim do treino de hoje e consequente, do combate que estava decorrendo. Descalço uma das luvas e ofereço a mesma mão para Fenrir, puxando-o sem grande dificuldade para o ajudar a levantar-se. Retiro a outra luva e penduro ambas no suporte, para depois sacudir a poeira da minha roupa livremente.

Mesmo com Arodon já ter praticamente confirmado a minha presença na próxima edição enquanto voluntário, desde que Airsmith se recusou a combater contra mim que abriu lugar a uma segunda chance para Fenrir. Não que o rapaz tivesse muito entusiasmado com a ideia, mas por quantos mais dias pudesse adiar a entrega das más notícias à sua família, melhor para ele.

— Vais voltar lá? - Fenrir pergunta, ao ver-me ir direto ao portão. Assinto com a cabeça em resposta. - Vá lá Sidon, é escusado e tu sabes isso. Ela virá ter connosco quando se sentir preparada.

Estamos a poucos dias da Colheita e Zora é uma garota consegue ser uma garota orgulhosa quando quer. Não sei se iria ser tão simples assim.

— Eu conheço-a bem.   - respondo, já do lado de fora da academia - Ela aparecerá quando estiver preparada, sim, mas só se eu lá estiver para lhe mostrar que ainda me preocupo.

A pior coisa que podia eu fazer, se realmente quero tê-la de volta, era não ir à Clareira. Aos olhos de Zora, seria como se eu tivesse desistido dela. E isso é a última coisa que ela precisa neste momento. Era um jogo tedioso - ela sabe que eu vou sempre lá, eu sei sempre que ela está lá, ninguém toma a iniciativa de dizer nada. Mas eu sei que tem que ser ela a fazê-lo. E sei que há a possibilidade de ela nunca o  fazer, mas mesmo nesse caso, eu preciso de estar lá para ela. Preciso de mostrar-lhe que não está sozinha.

Despeço-me de Fenrir e Leviathan e sigo caminho até à Clareira. Era estranho fazer este caminho sem ser acompanhado pelas vozes altas dos meus amigos, mas acaba por se tornar terapêutico. Uma boa forma de desanuviar depois do treino e de deixar o corpo descansar.

Paro a poucos metros dos primeiros rochedos que formam a clareira da praia. Respiro fundo e tento escutar a presença da garota do outro lado, confirmando-me que ela estava mesmo lá. Retomo a marcha em passos lentos, tendo que me abaixar para conseguir entrar na abertura dos rochedos estreitos, quando a sua voz familiar me faz travar de repente, pegando-me de surpresa.


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Zora Greyport

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MensagemAssunto: Re: Distrito 04   Qua Nov 01, 2017 3:13 pm


ZORA ₲REYPORT
▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬

Eu disse para mim mesma que não iria ficar matutando sobre o assunto, mas a possibilidade de haver algum elo de ligação entre Levi e Slash não me saía da cabeça apesar de não fazer sentido nenhum. Tanto que até estava considerando a hipótese de Slash me ter seguido até aqui algum dia sabe-se lá por quê e ter inventado essa desculpa para não parecer mal. Mas que raiva, um pormenor insignificante que me estava a dar cabo do treino de hoje por me impedir de concentrar. Eu não tenho nada a ver com isso, não interessa.

Respiro fundo e deito-me de barriga para cima na areia ainda quente, de braços apoiando a cabeça. Mesmo assim, a presença de Slash Airsmith acabou por se tornar agradável, apesar do meu desagrado inicial por ter que dividir o meu spot de treino. Era estranho, porque eu nunca liguei a mínima para o rapaz. Chegava ao ponto de me irritar, não por ser ele mas por o meu pai nunca se calar sobre ele. Mas foi o que eu pensei ainda há bocado, depois de tanto tempo sem dirigir a palavra a ninguém não posso dizer que não foi um alívio conseguir libertar-me um pouco da bolha que havia criado apenas por idiotice minha.

Já estou de pé e retomando o treino com uma série de repetições de ataque quando os passos ecoando no interior dos rochedos me alertam para a chegada de alguém. Sidon. Sinto o calor da ansiedade invadir o meu corpo e meu instinto insiste em fazer-me esconder, ao que eu me obrigo a contrariar. Chega com esta estupidez. Slash me fez ver que cometi um erro em isolar-me daquela forma, e estava na altura de por um fim a isso.

— Não devias estar a aproveitar o teu tempo livre para treinar com a Bindi? Já que ela vai ser a tua parceira de Distrito. - mando para o ar, num tom de voz tão ríspido que só me dá vontade de bater em mim própria. Que merda é que eu acabei de dizer!?

Os passos cessam de imediato, o que me faz cruzar os dedos para que seja outra pessoa que não Sidon. Oh por favor,  que não seja Sidon. Obrigo-me a ficar imóvel quando os passos retomam, revelando o rapaz à entrada dos rochedos. Surpreendentemente, sua cara estava repleta de um sorriso genuíno em me ver. Baixo ligeiramente a guarda, apesar de os meus ombros tensos e arqueados revelarem perfeitamente o meu estado de espírito.

— Como se eu achasse que fosses desistir tão facilmente. A opinião de Lochron nunca foi suficiente para te tirar da cabeça a ideia de te voluntariares, porque seria diferente agora?

Sua voz era calma e acolhedora. Tudo em si indicava que ele não estava chateado comigo, muito menos desiludido, mas não era o suficiente para fazer o meu corpo relaxar. Minha mente obrigava-me a achar o contrário.

— Claro que não vou desistir. Mas sei perfeitamente que não achas correto nem queres ter uma parceira de Distrito não pertencente à academia, pelo que não vale a pena fingires o contrário. - respondo, de maneira hostil.

Foda-se, Zora. Não havia necessidade para isto. Não era isto que tencionava quando me obriguei a voltar a falar com Sidon. Mas não consigo deixar de me sentir tão envergonhada... Sidon era o meu parceiro, e depois de tudo o que passámos juntos, do quanto treinámos... com a minha expulsão sinto-me horrível não só por mim, por ter perdido o meu objetivo pelo que lutei a minha vida inteira, mas também por Sidon. Porque o desiludi, eu sei que sim. Os valores da Academia e do Distrito são importantíssimos para ele e eu quebrei isso. Principalmente depois de todos os avisos que ele me deu naquele mesmo dia...

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Sidon Loredan

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MensagemAssunto: Re: Distrito 04   Qua Nov 01, 2017 5:43 pm


SIDON ♆ LOREDAN

Esboço um sorriso triste com o que Zora me diz. Ela se isolou de nós por ter vergonha de si mesma. Receio de que não a fôssemos aceitar enquanto ex-membro da Academia. Apesar de ser exatamente o que eu já receava, não gosto de saber que ela se desaprecia a esse ponto. Ao ponto de achar que a Academia como a única razão que nos mantinha todos juntos. E o pior... é que ela provavelmente acha isso por minha causa.

— Não estou a fingir nada. Sabes bem que por ti abriria uma excepção. - atrevo-me a avançar mais, com um sorriso meigo na cara. Zora acompanha o meu olhar, ainda numa posição bastante defensiva, que me custa imenso observar nela.

— Não venhas com ess- quebro-lhe a fala ao colocar minhas mãos nos seus ombros, sentindo-os contrair ainda mais até finalmente relaxarem ligeiramente.

— Zora, para. Para de te massacrar, por favor. - Solto-lhe um dos ombros para segurar seu queixo com a mão, obrigando-a a olhar-me bem nos olhos - Escuta, eu estou orgulhoso de ti. Fizeste exatamente o que ninguém tinha coragem de fazer, calar de uma vez por todas a boca daquela idiota da Bindi. E sabes que mais? Tinhas razão. Mostraste-nos a todos que tinhas razão, Arodon é tudo o oposto que diz no código da Academia. Quem deveria ter sido expulsa era Bindi. Todos nós vimos como ela estava rindo, não tinha como Arodon não ter visto também.

Afasto-lhe uma mexa do cabelo da cara, soltando então seu outro ombro para lhe dar espaço, ao que ela diverge o olhar para o chão de imediato. Para Zora não exaltar um "eu disse-te!" e me mandar umas boas verdades na cara, dava bem para perceber o quão mal ela se tem estado a sentir com isto tudo.

— Por favor Zora, deixa de pensar no que eu te disse naquele dia. Nós somos muito mais que apenas colegas da Academia e não há razão nenhuma para isso mudar agora. Já me expliquei o quão errado estava, e como foste tu mesma a mostrar-me isso.

Zora ainda mantém seu olhar no chão, cruzando os braços sobre o peito e abanando o pé de modo nervoso, sem conseguir ou não querer pronunciar uma palavra. Avanço mais alguns passos até ela e envolvo-a nos meus braços, num ato arriscado com plena consciência do quanto a Zora normal detestaria isso. Mas esta versão abalada da Zora estava mesmo com cara de quem precisava de um abraço, fazendo-me saber que tinha razão ao sentir os seus braços descruzarem entre os nossos corpos, antes de me retribuir o gesto.


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Zora Greyport

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MensagemAssunto: Re: Distrito 04   Qua Nov 01, 2017 6:05 pm


ZORA ₲REYPORT
▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬

Para Sidon, qualquer pessoa era um livro aberto. Já eu, era daqueles que tem a história toda, incluindo o final, já descritos na contra capa. Não importa as circunstâncias, ele descobria sempre o que se passava comigo sem esforço algum.

E eu sinto-me péssima. Porque graças a isso, é Sidon quem acaba sempre me vendo quando eu estou mais vulnerável. E se há coisa que detesto, é mostrar-me assim para alguém. Não bastava o que aconteceu na Academia, eu precisava de totalmente me descarrilar emocionalmente e estragar a tentativa de reconcilio com o meu melhor amigo que só foi necessária em primeiro lugar mesmo por estupidez minha. É por isso que depois de tudo o que ele me diz, que nem lhe consigo responder. Limito-me a virar o meu olhar para o chão, ainda com mais vergonha que antes. Eu não sou assim normalmente. Não sei como raio ele me consegue deixar neste estado, ou como eu me permito chegar a este estado.  

— Raios te partam, Sidon. Consegues sempre dar-me a volta. - consigo finalmente ganhar coragem para responder, dando-lhe um murro fraco no ombro. - Agora podes-me largar.

O rapaz ri, dando-me um beijo na testa antes de afastar os nossos corpos.

— É bom ter-te de volta, Zora. Será uma honra ter-te como parceira de Distrito.

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Slash Airsmith

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MensagemAssunto: Re: Distrito 04   Qui Nov 02, 2017 12:50 pm


Slash Airsmith
▬▬▬▬▬☄️⚓️☄️▬▬▬▬▬


- Está atrasado, Airsmith. - Quentin começa me provocando, como de costume.

Fecho minhas mãos e respiro fundo, não para dar um sono em Quentin, mas para tomar coragem e conhecimento para o que eu faria a seguir.

- Não há mesmo outra opção, né? - pergunto.

Quentin leva as mãos na testa, inconformado com minha pergunta.

- Amanhã é a colheita, Airsmith. Não há hora melhor para fazer isso, já que por conta dos Jogos não vai ter luta no Clube essa semana. - ele da alguns passos e vira para me encarar novamente. - Você já matou antes e sabe disso. Quer proteger sua família? Quer proteger Margaery? - ele ri, sarcasticamente.

Sem responder Pullover, caminho ao seu lado até o clube de luta, local onde Bardo costumava dormir, junto com seus seguranças particulares, Urso e Leônidas, dois avox de mais de dois metros de altura com uma mistura de tudo o que há de proteína no corpo.

Urso abre a primeira parte da porta e parece surpreso ao nos ver ali.

- Abra logo essa merda, Urso. Temos que bater um papo com o chefe. - rosna Quentin.

Ao invés de abrir a porta, Urso nos entrega um cartão com uma assinatura logo abaixo. Era um recado claro de Bardo, e tivemos certeza disso bela sua assinatura no fim das letras douradas.

"Boa noite, Phoenix & Pullover,
Vocês são meus convidados no jantar de hoje.
Estejam em casa em 30 minutos, ou antes, caso queiram participar do prato principal
Bardo"

Quentin e eu nos entreolhamos, incrédulos. A única pergunta que ficava em nossos olhares era "como ele sabia que ambos viríamos aqui justo hoje?"



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Quentin Pullover

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MensagemAssunto: Re: Distrito 04   Qui Nov 02, 2017 1:04 pm


Quentin Pullover
▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬


A cara de Slash era evidente. Ele sabia que alguma merda tava acontecendo, só não sabia o quê.

- Você contou pra alguém, Pullover?! - ele rosna, segurando no colarinho da minha camiseta me jogando contra a parede.

Empurro seus braços para os lados e seguro sua cabeça. Encosto sua resta na minha, ele ainda rangia os dentes enquanto tudo o que eu podia fazer era pressioná-lo a não dar o que Bardo queria.

Estou no mesmo barco que você, Airsmith. - digo, com meus olhos encarando os seus.

Ele me empurra de volta e toma o cartão da minha mão, seguindo em direção a casa de Bardo.

Onde está indo, Airsmith?! Não tá pensando em realmente ir pra casa de Bardo,
está?! Morreremos os dois se formos pra lá.
- falo, em alto e bom tom, mostrando o quão inconformado estava.

Slash vira o corpo para mim, com os olhos cheios de lágrimas e ódio.

- Você ainda não entendeu, Quentin? Não temos opção. É óbvio que o prato principal de Bardo é algo muito importante pra nós dois. E adivinha? Eu acho que não é seu cachorro.


As palavras de Airsmith caem sob mim como uma avalanche. Agora fazia sentido. Bardo estava com Margaery.

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Sharpen Airsmith

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MensagemAssunto: Re: Distrito 04   Qui Nov 02, 2017 1:14 pm


Sharpen Airsmith
▬▬▬▬▬⚓️▬▬▬▬▬


10 HORAS ANTES


- Você entendeu, Sharpen?! - meu irmão repete pela 78º vez.

Mexo com as mãos e dou um bocejo.

- Tá, tá, tá. Entendi, zumbizinho. – respondo.

Ainda não contente, Slash vem até o sofá e dobra os joelhos, me encarando nos olhos.

- Certo, então o que você precisa fazer hoje? - ele pergunta, impaciente e intimidador.

Faço uma careta e então jogo uma almofada na cara dele.

- Duh! Enquanto você estiver fora me certificar de que Margaery não saia de casa de maneira alguma, ou seja, protegê-la com minha própria vida se necessário. – ele para, coloca a mão no queixo e olha para o alto. - Meio dramático, mas romântico. OK irmãozão, vá cumprir seus afazeres, nem eu, nem Margaery sairemos daqui hoje... CERTO MARGAERY?! - grito e do quarto dela conseguimos ouvir um "SIM" bem alto. - Ótimo! Relaxa Zumbizinho, afinal, o que poderia dar errado?! - pisco pra ele.


⚓️ Courage ⚓️
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Slash Airsmith

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MensagemAssunto: Re: Distrito 04   Qui Nov 02, 2017 1:20 pm


Slash Airsmith
▬▬▬▬▬☄️⚓️☄️▬▬▬▬▬


Começo a correr em direção a casa de Bardo, passando por várias pessoas do Distrito que andavam tranquilamente pelas ruas, mesmo com a Colheita de amanhã. Afinal, o Distrito 4 não precisa se preocupar com quem irá aos Jogos pois nós sempre temos voluntários. Sinto um arrepio correr minha espinha antes de Quentin gritar atrás de mim, tentando acompanhar meu ritmo.

- Você não tinha pedido pro seu irmão cuidar da garota? - ele pergunta, estressado.

- Esse é o problema, Quentin, Sharpen se distraí muito fácil... - respondo, virando a rua mais próxima em direção a casa de Bardo.

Seja lá como for, a situação não seria boa daqui pra frente, e a única dúvida que martelava minha cabeça era como Bardo havia entrado em casa e pegado Margaery se Sharpen estava lá?



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Sharpen Airsmith

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MensagemAssunto: Re: Distrito 04   Qui Nov 02, 2017 1:35 pm


Sharpen Airsmith
▬▬▬▬▬⚓️▬▬▬▬▬


4 HORAS ANTES

Abro os olhos com a porta de casa batendo sem parar. Vejo o tempo já escurecendo lá fora, mas meus amigos nunca aparecem em casa à noite.

- Quem é?! – grito.

- Sharpen?- pergunta Tamara, do lado de fora de casa.

Ah, era só Tamara... Espera. A TAMARA VEIO PRA MINHA CASA?! A deusa grega dos adolescentes da academia estava batendo na porta de casa pra falar comigo?! Meu Deus! Eu só posso tá sonhando.

- Ahm... Peraí! Já tô indo... – corro em direção ao banheiro, faço um bocejo com a pasta de dente e penteio o cabelo para os lados.

Abro a porta e apoio meu braço sensualmente com um sorriso no rosto.

- Oh! Que surpresa você aqui... Estava dormindo... – digo, enrolando as palavras todas.

- É, percebe-se.- ela diz, antes de entrar em casa sem meu convite. Tamara caminha um pouco de um lado para o outro e então sorri para mim. - Estamos a sós? Cadê seu irmão e a namoradinha dele?

- Ela está no quarto, e Slash saiu. Podemos fazer o que quiser – pisco.

- Claro que podemos.- ela sorri e me puxa pela camiseta, me levando até o quarto. O que mais me surpreende, porquê Tamara acerta qual meu quarto e nunca esteve em casa.

Sorrio para ela, ela me joga na cama e então pega um dos meus bastões de luta.

- Eu uso essas coisas pra lutar, sabe, agora não é o momento...

Tamara sorri para mim e então me acerta com o bastão bem forte na cabeça, fazendo-me perder a consciência.


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Zora Greyport

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MensagemAssunto: Re: Distrito 04   Qui Nov 02, 2017 4:27 pm


ZORA GREYPORT
▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬

Subo as escadas do porão com a roupa de treino colada ao meu corpo, ainda molhada de a ter lavado na noite anterior. Não só tinha chegado incrivelmente tarde a casa, por conta de Fenrir insistir em comer um segundo jantar às duas da manhã, como não consegui dormir nada de jeito com os nervos. Poucos horas nos separavam da Colheita e eu preciso dar o tudo por tudo agora.

Sigo direta ao cais, quando a voz do meu pai me interrompe.

— E o café da manhã? - ele pergunta, sem bons dias nem nada. O segundo jantar ainda me pesava no estômago, pelo que nem consigo pensar em mais comida agora.

— Não estou com fome. Depois como algo a meio do treino. - respondo, sem parar de andar. Até a voz dele soar de novo, rispidamente, como unhas afiadas num quadro de giz.

— Ah, é? Treinar onde? - podia dizer que ouço seus braços cruzarem, pois não preciso de olhar para trás para confirmá-lo. Engulo em seco, não esperando essa pergunta agora. Não preciso de responder, pois ele se adianta: - Esquece, não abras a boca. Não te eduquei para seres mentirosa.

Respiro fundo, ganhando coragem para dar meia volta e encará-lo nos olhos.

— Arodon contou-me tudo. Fico imensamente magoado por tê-lo ouvido pela boca dele. Ainda mais do que depois de saber o que fizeste. De todas as pessoas naquele lugar, tu, Zora? A minha filha!?  

Meu coração triplica a velocidade, e sinto como se as suas batidas ecoassem por todo o meu corpo, só aumentando a minha ansiedade. Obrigo-me a manter a postura, sabendo que a resposta errada só o irritaria mais. O problema é que aqui não havia resposta certa. Quebrei as regras da academia, as regras do meu pai, e se eu contestar dizendo que me meu objetivo não mudou pior ainda, porque deus lhe livre de um voluntário externo à academia. Pelo que só posso apostar na minha carta.

— Sério? Ele também te contou como Bindi estava rindo o tempo todo? Como foi ela que me provocou de propósito para acontecer mesmo isso? - cruzo também os braços, fazendo um esforço imenso para me controlar e não levantar a voz - Ou melhor,
e da forma quando ele não mexeu um dedo por cada merda que aquela garota fez ali dentro. Mas quando sou eu a passar-me, nem se digna a ouvir a minha explicação.


— Mas eu quero lá saber dessa garota! - é ele quem acaba por levantar a voz primeiro. Cerro o punho, sabendo que agora teria que duplicar o esforço para não fazer o mesmo - Tu, Zora Greyport, envergonhas-me! A minha filha expulsa da Academia onde eu próprio leccionei! Imagina a cara de todos quando eu entrei ontem no Edifício da Justiça!

Esquece. Eu não tenho que aturar isto. Claro que a única coisa que importa para esse homem é o seu orgulho. E eu que me foda. Até parece que ele me apoiou com a minha decisão de me unir à Academia, em primeiro lugar. Até parece que ele não fez de tudo para não me deixar entrar, sequer. Mas agora que fui expulsa já é o fim do mundo.

— Então espera por ver as caras deles quando eu me voluntariar amanhã. - limito-me a dizer, já fora da plataforma. Infelizmente, não longe o suficiente dele para não escutar o que ele diz a seguir.

— Tu o quê!? Mas que raio eu preciso de fazer mais para tirar essa ideia idiota da tua cabeça!?

Ele fala alto, mas tão alto, que se não acordou algum dos barcos vizinhos eu não sei. Mas ele fez de propósito para ter a certeza que eu o escutava. E utilizando toda a minha força, eu me obrigo a seguir em frente. Porque sei que se ceder à tentação de dar meia volta, que mais uma vez farei algo de que me arrependerei. Foi ele. Foi tudo plano dele. Ele deu a ordem para Arodon me expulsar.

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Leviathan Gamlen

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MensagemAssunto: Re: Distrito 04   Qui Nov 02, 2017 5:01 pm


Leviathan Gamlen
Counselor, give me some advice
Tell me how hard will I fall if I live a double life?

Acabo de terminar de lavar a loiça, sacudindo minhas mãos molhadas para o chão num movimento rápido. Caminho em passos lentos até à pequena mesa de madeira no centro da divisão, onde a minha mãe saboreava o almoço.

— Está bom? -pergunto, apoiando os cotovelos em cima da mesa.

— Está ótimo Levi, obrigada. Tens de agradecer ao teu amigo pelos limões. Foi ele que também arranjou as batatas?

Esboço um sorriso com a sua resposta, empurrando o meu corpo para trás até ao outro lado da divisão antes de me responder, quebrando o contato visual.

— Não, mãe. Nem uma coisa nem outra. Eu passei no mercado ontem depois da Academia.

— No mercado principal!? Levi, tu sabes como esse lugar é perigoso, está cheio de Informadores...  

— Está tudo bem. Já começou a época baixa, não há combates durante a primeira semana. Com o reinforçamento dos Pacificadores por causa da Colheita, é difícil alguém agir suspeito. E já estava na hora de comermos algo de diferente. - Encosto-me à parede, voltando a olhar para ela. Eu estou ciente do que fiz, e não sou pessoa de tomar riscos desnecessários, mas também irrita-me ter que limitar tanto a nossa vida por causa de algo que deveria estar no passado.

— Sabes que isso não garante nada. Não te podes ter esquecido do Bronte. - ela argumenta, metendo mais um bocado da refeição à boca. Bronte, um Pacificador que lutava para Mortimer até o homem achar que era demasiado arriscado ter alguém tão ligado à Capital debaixo do mesmo tecto que ele. Como poderia esquecer.

— Claro que não. Mas garanto-te que está tudo bem. Apenas desfruta da tua refeição e não penses mais nisso. Eu tenho tudo sobre controlo. Foi o que te prometi desde o dia em que aceitei juntar-me ao clube, correto? Agora preciso que confies em mim.


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Slash Airsmith

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MensagemAssunto: Re: Distrito 04   Sex Nov 03, 2017 12:48 am


Slash Airsmith
▬▬▬▬▬☄️⚓️☄️▬▬▬▬▬


Antes mesmo que eu pudesse entrar na casa de Bardo, uma menina abre a porta. Tamara. Me recordo brevemente do rosto dela na academia, mas nunca tivemos contato. A menina era bem bonita e Sharpen falava dela para os amigos o tempo todo.

Antes que eu pudesse dizer quaisquer palavras, Bardo aparece, sorrindo.

- Ora bolas! Se não são meus dois grandes lutadores! - ele grita, virando um copo de whisky.

Rapidamente meu olhar se encontra com a garota, que só faz um gesto de zíper sendo fechado com a mão na boca. Ela mostrava sigilo. Um sigilo que já se iniciava bastante perigoso.

- Para de enrolar, Bardo, por que diabos nos chamou aqui?! - rosna Quentin.

- Ué, vocês não sabem?! Oh... Tamara... Você não contou a eles?! - Bardo gargalha. - Chamei ambos aqui para resolvermos nossa situação de uma vez por todas. Certo, Airsmith? - pergunta, com um tom de ironia.

- Sim. Onde ela está? - pergunto, olhando diretamente nos olhos de Bardo.

Nosso Orientador sorri, e então volta seus olhares a Quentin.

- Vê? Se fosse esperto e inteligente como este aí, não tinha perdido a luta. - então gargalha.

Já imóvel, Quentin parecia ter entendido finalmente que Margaery realmente estava com Bardo, e que a cagada toda tinha começado por ele. Olho para Tamara, que fecha a porta e sorri para mim, antes de Bardo nos chamar.

- Vejo que conhece minha filha, Airsmith. Agora finalmente ambos conhecemos toda família um do outro, não é mesmo? Ora, venham cá, vamos jantar primeiro. - ele sugere, cortês.

- Jantar é o caralho seu velho desgraçado. - grita Quentin, dando alguns passos para frente. Antes que eu pudesse puxá-lo pelo braço, algo acerta seu pescoço e então Quentin cai no chão. Seus olhos estavam moles, assim como suas últimas palavras. - Vadiazinha, eu vou te... - e apaga.

Meu olhar rapidamente segue e vejo a garota rindo. Não havia mais ninguém conosco. Quentin estava caído, Tamara segurava uma espécie de canudo com uma substância que nos fazia apagar, Bardo sorria com um copo na mão, ainda indicando a cozinha, e eu, eu estava imóvel na frente de ambos.

Não seria inteligente dar um passo para frente ou na direção da garota e correr mais riscos. Antes de mais nada, eu precisava saber onde Margaery estava.

Sigo com Bardo até a mesa e me sento. Nossos olhos se encaram por algum tempo, então ele sorri para mim.

- Apostei tanto em você, Airsmith. Só perdeu uma luta... Você realmente me rendeu muitos frutos. Mas estou curioso, qual é o seu objetivo? - ele pergunta.

Tamara coloca um prato em minha mesa e um na mesa dele. Só de olhar para o peixe, e sentir seu cheiro, já sabia que Bardo queria dar um jeito de me colocar fora do jogo também. A coloração desse tipo de peixe realmente não é essa.

Sorrio para Bardo e pego um garfo de três pontas.

- Cuidar da minha família, e você está atrapalhando, Bardo. - respondo.

Vejo seus dentes dourados e então ele pega o primeiro pegado de peixe do seu prato e se serve.

- Não está com fome? - continuo imóvel olhando para ele, sem nem ao menos tocar na comida. Bardo se aproxima e coloca as duas mãos sob a mesa. - Veja bem, Airsmith, não posso voltar atrás com minha palavra. É complicado. Se você não tivesse se adaptado, eu obviamente não ligaria de vê-lo se desligar do clube, mas a realidade é outra. Você ganhou até do Quentin. Não posso perder você.

Olho Bardo e percebo que ele estava sendo sincero, mesmo não entendendo seus métodos.

- Isso foi longe demais, Bardo. Se não tivesse envolvido ninguém, não haveria problema algum. Você passou dos limites. Agora... Onde está Margaery? - pergunto.

- Está com Leônidas. Você só a verá amanhã, na Colheita. OU, dependendo da sua resposta, hoje mesmo.

Suas palavras eram o suficiente para deixar-me intrigado e com muita raiva. Como assim, dependendo da minha resposta? Ele tinha que me entregar Margaery, aqui e agora.

- O que você quer?

- Que você continue a lutar sem pensar em dizer "não". Que você se dedique de fato a isso e seja meu sucessor daqui alguns anos. E ah, livre-se desse verme também - ele responde, olhando para Quentin no chão da sala.

Eu provavelmente teria rido da situação se não estivéssemos aqui, falando sobre algo tão sério.  

- E se eu disser não?

Seguro o garfo ainda com mais força, mas é inútil. Tudo o que Bardo faz é sorrir para mim e gargalhar. Ele bate o copo de whisky da mão e limpa a barba com as costas das mãos.

- Então não terei opção se eu matar Margaery. - ele fuzila-me com os olhos.



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Sharpen Airsmith

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MensagemAssunto: Re: Distrito 04   Sex Nov 03, 2017 9:59 am


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Abro os olhos e vejo que havia dormido bastante pelo cair da lua na janela do quarto. Tudo parecia normal e quieto. Conseguia ouvir meus pais da cozinha e eles pareciam estar se divertindo, coisa que não faziam quando Slash estava em coma.

- Tudo normal por aqui, foi só um sonho... - repito a mim mesmo, procurando entender tudo que tinha acontecido. Passo as mãos no cabelo e sinto um incômodo na cabeça. Um galo. Olho para o chão e vejo a arma que Tamara havia usado para me fazer desmaiar.

Levo as mãos na boca antes que eu mesmo pudesse gritar. Aos passos rápidos e silenciosos, sigo até o quarto de Margaery, e vejo um cartão com um endereço, convidando Slash e Quentin a um jantar. Quentin não era o ex namorado de Margaery? Que merda é essa?

Fecho minha boca novamente, ligando todos os pontos.

Tamara era a informante de Bardo;
Bardo era o orientador que ameaçava Slash quanto à Margaery;
Quentin é um babaca;
Margaery havia sigo raptada por Tamara;
Logo, Bardo tinha Margaery.


O MEU DEUS. E eu aqui dormindo.

- Mami, Papi, vou sair dar uma volta e encontrar Slash e Margaery, já venho! - digo e saio correndo de casa antes que ambos contestassem alguma coisa.

Começo a disparar na rua até a academia. Acho que nunca corri tão rápido na minha vida, nem mesmo nos treinos de resistência e velocidade. Chego até a academia e percebo que a porta estava aberta.

Ué? Hoje era dia de Cutter fechar a academia, será que ele ainda está aqui? Mas se Cutter estiver aqui, fodeu, porque ai ele nunca me deixaria ir atrás de Slash e eu ficaria no banco de reservas de novo. EU NÃO SOU BANCO DE RESERVAS! Mas não posso deixar que Cutter me veja. Ai meu Deus...

Entro lentamente na academia e pego meu arco e flecha. Podia ouvir no silêncio do salão a ducha vinda do banheiro e a voz de Cutter cantando, que por sinal, canta muito mal. O que meu primo tinha de forte, faltava no ritmo. A ideia de zoá-lo era enorme, mas tive que me conter.

Abro a porta lentamente para sair e dou de cara com um garoto logo na frente da academia. Não podia ser Cutter porque faltavam muitos bíceps e tríceps, mas ainda era um aluno.

- Levi! - digo um pouco mais alto que deveria e então fecho a boca. - Ahm... Cara... Não é o que você tá pensando. -digo e coço a cabeça.

Dou um tapa na minha cara e fico encarando o rapaz por um tempo. Que se foda, quanto mais melhor.

- Slash tá em perigo. Recebi esse cartão, raptaram nossa irmã e precisamos salvá-la A-G-O-R-A. Você vem? Se não vier, só não conta pro Cutter, por favor! Ele ainda tá no banho então não sabe que entrei pegar o arco. - suplico.


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Leviathan Gamlen

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MensagemAssunto: Re: Distrito 04   Sex Nov 03, 2017 11:59 am


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Após o almoço, regressei para a Academia no que é um dos dias mais importantes do ano lá. A véspera da Colheita. Arodon fez questão de fazer Bindi e Sidon repetirem todos os golpes de combate mais importantes, tanto de corpo a corpo como armas, e necessitara de grande parte dos membros da Academia para o desafio final, em que consistia numa série de exercícios todos regidos pelo mesmo princípio - em que nós, restantes alunos, tínhamos que tentar atacar os dois escolhidos nos mais diversos cenários, individualmente ou em grupos. Tanto que o treino de hoje se tinha arrastado mais algumas horas, deixando para trás no chão da sala um rastro de obstáculos, armas espalhadas e coisas derrubadas. Não admira que Arodon tenha deixado Cutter para o fecho de hoje.

Só vamos para fora da Academia uma boa meia hora depois, quando praticamente todo o mundo já tinha abandonado o local. Despeço-me de Sidon e Fenrir, dizendo-lhes que me encontraria mais tarde com eles e Zora na Clareira depois do jantar. Primeiro precisava parar em casa. Estou pronto para seguir caminho quando sinto alguém dar-me um encontrão leve por trás, travando bem no momento em que me viro em direção dele. Não era o irmão do Slash? Podia jurar que o tinha visto sair mais cedo hoje. Ele levava um dos arcos da Academia consigo, o que me faz desconfiar de imediato. Ele tenta virar o assunto, mas não é como se fosse algo que me interessasse muito. A família dele está ligada à Academia, tanto quanto sei ele pode ter autorização da mesma forma que Zora conseguia acesso o lugar fora de horas. O que ele diz a seguir é que realmente me desperta a atenção.

Minha mente parece se despedaçar e tenta montar as várias peças das maneiras mais estranhas. Slash contou para a sua família do clube de luta? Pior, contou-lhes que eu fazia parte do mesmo? Ou o rapaz está tão desesperado que pediu ajuda à primeira pessoa que viu? Não fazia sentido, caso fosse isso , o mais lógico seria pedir ajuda ao seu primo.

Seguro o cartão na mão, lendo com atenção o convite. Lembro-me da luta entre os dois lutadores de Bardo, da conversa que tive com Airsmith depois. Mesmo com o que eu lhe disse, ele não foi a tempo. Para Bardo ter lhes feito um convite tão formal, é porque a situação é completamente inimaginável.

Olho para a expressão do rapaz, visivelmente desesperado. Hesito um pouco antes de lhe devolver o cartão. Custa-me imenso o que eu lhe vou dizer, mas é o que tenho de dizer. Mesmo irritado que Slash tenha deixado a situação chegar a este ponto, eu queria ajudá-lo. Ninguém merece estar enfiado no buraco em que nós estamos... Mas eu não posso. Não posso abrir uma brecha para aqueles montes de merda voltarem a agarrar a minha mãe. Para além de também ser um risco enorme para mim próprio. Mesmo que sobrevivesse, Mortimer trataria da minha saúde logo depois.

—  Sharpen, desculpa, mas isso é uma missão suicida. Tu nem imaginas pelo que terás que passar antes de sequer chegar na mesma divisão que Bardo. Eu não posso meter-me nos problemas de um orientador diferente do meu... e se tu queres dar alguma chance aos teus irmãos de saírem vivos daquele lugar, tens que te manter fora disto.  


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Sharpen Airsmith

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MensagemAssunto: Re: Distrito 04   Sex Nov 03, 2017 2:13 pm


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Não tinha tempo para o sermão e toda a cautelosidade de Levi. Não agora, não nesse momento. Coloco as flechas nas costas e encaro no fundo dos olhos.

- Eu já tive que matar no ano da rebelião... - digo. - Mas cara, você não tá entendendo. A Tamara, aqui da academia, conhece esse tal de Bardo. Ele tem informante aqui na academia. Isso se aplica à tudo, Levi. Desde quando Slash entrou nessa bosta de clube, Tamara sabia. Ela é a informante de Bardo. - digo, me afastando alguns passos. - Enfim, você vem ou não?!


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MensagemAssunto: Re: Distrito 04   Sex Nov 03, 2017 2:53 pm


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Arqueio o sobrolho com a nova informação que recebo de Sharpen. Tamara uma informadora!? Não podia ser. Seria Bardo tão descuidado ao ponto de permitir um dos seus trabalhadores dentro de um lugar tão ligado à Capital e à Prefeitura!? Não sei porque regras ele joga o seu jogo, mas das primeiras coisas que Mortimer nos disse e deixou bem específico foi não tentarmos brincadeirinhas com este lugar. Tanto que eu utilizei isso mesmo contra ele. Minha mãe disse-me que nem morto ele enfiaria o seu nariz ou o de qualquer Informador dele neste lugar... ele morre de medo de ser descoberto. E com razão.

Volto a fixar-me na expressão do garoto, que me repete a mesma pergunta. Mas espera... Se Tamara é Informadora de Bardo... isso quer dizer que ele sabe que eu pertenço à Academia. Cerro meu punho, irritado. Se é que Mortimer ainda não sabe, era só uma questão de tempo até Bardo precisar de um favor dele e utilizar isso como moeda de troca. Não, nem seria preciso isso. Bastava um dia o assunto virar para esses lados e Bardo inocentemente deixar essa informação escapar. E eu não posso deixar isso acontecer.

— Espera um segundo. - dou meia volta e entro de novo na Academia, com cautela para verificar se estava alguém na sala de armas. Vazia. Pego num mangual de duas cabeças e em duas facas de sobrevivência, não perdendo mais tempo em regressar para volta do rapaz.

Estendo-lhe a mão com uma das facas, acenando com a cabeça para que ele a pegue.

— As pessoas dentro daquele lugar lutam de uma forma muito diferente à que estás habituado, e farão de tudo para se aproximar de ti o mais possível. Não te vais safar só à longa distância.


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MensagemAssunto: Re: Distrito 04   Sex Nov 03, 2017 3:24 pm


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Sorrio para Levi quando ele me entrega duas facas. Faço que sim com a cabeça e então seguimos para a casa de Bardo. No caminho, Levi se mantém a frente, sempre cauteloso até chegarmos no local em segurança. Ainda com a faca na mão, fico pensando no que Levi me disse. Slash havia dito a mesma coisa. Será que Levi também faz parte do clube de luta?

Deixo a ideia sumir da cabeça quando finalmente chegamos na casa de Bardo.

- Tem um cara enorme na porta, Levi. - digo.

O carreirista olha para a porta e parece reconhecer imediatamente quem era o homem.

- Preciso entrar na casa. Você dá cabo nesse aí? - pergunto.

A rua estava completamente vazia e escura, somente era possível ver as luzes dentro da casa de Bardo. O grande homem boceja e então entra dentro da casa. Agora seria o momento perfeito. Encaro Levi e espero sua iniciativa.


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MensagemAssunto: Re: Distrito 04   Sex Nov 03, 2017 4:09 pm


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Leonidas, um dos avox seguranças do clube de luta, guardava a entrada da casa do Orientador, que nem um cachorro. Segundo Sharpen, o plano era eu distrair o avox para dar uma brecha para o rapaz entrar dentro da casa. Isso parece-me uma péssima ideia. Não que Sharpen seja melhor competição para Leonidas, pelo contrário. Mas porque sei que o que quer que esteja lá dentro será bem pior que isto.

Mas não havia tempo para pensar num plano melhor. Assinto com a cabeça para Airsmith, retirando rapidamente algo da minha mochila que prendo no bolso. Seguro o mangual com as mãos, mas se pudesse evitar um combate, melhor. Só preciso distraí-lo o suficiente para que Sharpen conseguisse passar.

Tento aproximar-me pela retaguarda, mas o grande homem capta meus movimentos e vira-se no mesmo instante. Começo a rodar o mangual no ar, obrigando-lhe a manter uma distância considerável de mim, enquanto recuo alguns passos para conseguir lê-lo melhor antes de arriscar avançar novamente. Controlo os movimentos da corrente, fingindo investir em movimentos de chicote para conseguir guiar Leonidas exatamente para onde eu quero.

Fixo com toda sua atenção no saltitar da minha arma, o homem recua para impedir uma investida da mesma e acaba tropeçando nas escadas que davam entrada para o edifício. Claro que para alguém do tamanho dele, o impacto não foi nada. E eu nem louco arriscaria um combate de chão com alguém do tamanho dele. Apesar de ter a chance perfeita de enfiar minha arma no seu crânio, não posso arriscar fazê-lo. Não estou aqui para piorar ainda mais a minha situação para com o clube de luta. Leonidas não trabalhava apenas para Bardo, pelo que preciso dele vivo para não levantar as suspeitas sobre mim.

Deixo o homem levantar-se e finjo começar a fugir dele. Pelos corredores estreitos da entrada da casa, a minha figura mais esguia tinha vantagem sobre a de Leonidas, que nem um rato fugindo de gato. Viro bruscamente à direita num dos corredores e não hesito em empurrar o candeeiro alto encostado no entroncamento entre ambos os corredores, no qual Leonidas tropeça assim que tenta imitar a minha viragem brusca. Recuo num salto para que ele não caia em cima de mim, antes de voltar a lançar-me para a frente e cair em cima do seu corpo. O homem levanta-se sem grandes dificuldades, comigo ainda agarrado às suas costas, e começa a agitar o seu corpo tipo touro mecânico. Agarro-me com força ao seu pescoço com uma das mãos e com a outra deixo cair o mangual em cima dos seus pés, fazendo-o gritar de dor e abaixar-se. Rapidamente, desprendo do bolso o instrumento que a minha mãe gentilmente me emprestou caso algo deste género viesse um dia a acontecer.

— Bons sonhos, leãozinho. - susurro em seu ouvido, no mesmo momento em que espeto a agulha da seringa no seu pescoço, injetando-lhe com um cocktail de sonífero e inibidores de memória. Agora precisava achar Sharpen antes que fosse tarde de mais.


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Sharpen Airsmith

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MensagemAssunto: Re: Distrito 04   Sex Nov 03, 2017 4:39 pm


Sharpen Airsmith
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Dou um tapa na minha própria cara para voltar a realidade, pois acabo observando demais a luta de Levi e o grandalhão de longe, até que o carreirista desaparece pelo corredor. Voltando a realidade, ouço algum barulho vindo de uma das salas do corredor, junto com uma luz acesa.

A casa de bardo parecia ser enorme ao que aparentava. Preparo uma flecha e mantenho a mira do arco. Sigo os corredores cautelosamente, assim como fazia nos treinos com a flecha. Se ela não estiver em boa mira, é como uma faca de dois gumes. Não posso permitir que alguém se aproxime de mim, caso contrário eu me daria muito mal.

Giro meu corpo rapidamente e aponto para a primeira coisa que vejo. Quentin caído, aparentemente tentando acordar.

- Caramba, era emoção que eu queria, não um babaca mal acordado. - lamento.

Espera. Se Quentin estava caído no chão da cozinha, então onde é que está Slash?

Viro meu corpo de volta para a porta e sou atingido por um chute no braço, fazendo o arco da academia voar para a parede.

- Roubar é muito feio, Airsmith, ainda mais da academia. - Tamara diz, se colocando em posição de luta.

- Rá! Sequestrar a irmã dos outros pode, né? - retruco, me colocando também em posição de luta.

Tamara é quem dá o primeiro passo agarrando um dos garfos da mesa e tentando espetar minhas mãos. Me apoio sobre a mesa de ingredientes e a empurro com os pés. A garota bate a cabeça em uma das estantes, o que faz vários pratos cair no chão.

A garota pega um dos pratos e o quebra no meu braço. Só tenho tempo de me defender antes que a situação piore. Em seguida ela me acerta um soco de lado e pega uma das facas de cozinha. O pior de tudo é que Tamara ficava muito sensual quando lutava, era até uma pena ter que derrotá-la.

- Deixa que eu luto... - Geme Quentin, tentando se colocar de pé até que cai novamente com um chute da garota.

Aproveito a brecha e pego a faca que Levi havia me dado. Com um ataque rápido eu corto o braço da garota e cravo a faca em suas costas.

- Ai caralho! Você era tão bonita, por que tinha que ser do mal? - digo, visivelmente chateado. - Podiamos ter uma linda história juntos...

A garota cai e uma poça de sangue começa a se formar no chão, pois a faca que antes estava cravada nela, agora estava novamente em minhas mãos. Coloco a faca de volta no cinto e pego o arco do chão. Quebrado.

Filha da puta. Vou ter que inventar uma grande história pro Cutter perdoar essa... Vejo Pullover no chão e vou até ele, apoiando-o em meus braços, ou tentando, já que ele era pesado demais pra mim. De outra porta, Levi aparece e vê a garota morta no chão, em seguida olha para mim, como se estivesse perguntando se era mesmo eu quem havia feito tudo isso.

Como um raio, Slash aparece sendo empurrado para a cozinha. Nossos olhares se encontram, mas parece surpreso ao ver Levi junto a mim.

- Vão para o lado de fora, se eles o virem aqui, vai ser pior. - ele diz, enquanto se levanta.

- Você deixou que te acertassem pra aparecer aqui do nada, né? - digo.

Meu irmão solta um sorriso de canto, pega dois garfos mais cumpridos que estavam na bancada, e volta correndo na direção da onde tinha vindo.


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Slash Airsmith

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MensagemAssunto: Re: Distrito 04   Sex Nov 03, 2017 5:15 pm


Slash Airsmith
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Ao ouvir as palavras de Bardo, imediatamente me levanto da cadeira para socar seu rosto, mas antes que eu pudesse fazer isso, Urso aparece atrás de mim e me segura pelos dois braços, sem grande esforço. Bardo começa a gargalhar.

- Até que enfim, Urso! Estava preocupado só com Tamara aqui. Onde está Leônidas?! - ele pergunta, como uma ordem.

Urso mexe a cabeça para um dos lados, evidentemente, já que não falava. A medida que as coisas passavam, ia se tornando cada vez mais difícil chegar até Bardo. Quentin estava apagado, sua informante estava na cozinha e haviam mais dois marmanjos do clube de luta dentro da casa. E pra piorar a situação, eu ainda estava sem meu tridente.

- Onde ela está?! - pergunto novamente, dessa vez meu maxilar estava tão fechado, que achei que poderia quebrar um dos dentes a qualquer momento.

- Em segurança, por enquanto, Airsmith, mas basta um telefonema e a garota morre. - Bardo sorri, me dando dois tapinhas no rosto.

Isso era o suficiente. Não deixaria que as coisas tomassem ainda mais o rumo que Bardo queria que tomasse. Forço uma saída e Urso segura-me ainda com mais força, dando liberdade para que eu levantasse minhas pernas e apoiasse na barriga de Bardo, empurrando com tanta força, que até Urso bate com as costas na parede.

Bardo cai em cima de seus pratos envenenados e deixa o chapéu cair em cima de uma das velas acesas. Ele ruge de raiva e grita para Urso.

- Seu animal, veja o que fez! URSO, MATE-O AGORA MESMO!

Antes que Urso reagisse, ouço um barulho vindo dos corredores, como se houvesse alguma perseguição. Percebo que Urso também havia escutado, o que da tempo suficiente para me libertar, já que ele aguardava o comando do velho e gordo, Bardo.

Giro meu corpo e acerto um soco na cara de Bardo, fazendo com que o gordo caísse no chão.

- Fale onde ela está. - exijo.

Ao invés de me dar logo a resposta, Bardo gargalha. Percebo que ele segurava uma faca enquanto falava.

- Mexeu com o Orientador errado, Phoenix. - Ele levanta os braços para me acertar, mas antes consigo desarmá-lo com um chute.

Urso me acerta um empurrão, fazendo com que eu seja jogado para o chão. Dessa vez, o barulho vinha da cozinha, por onde Tamara estava. Vários pratos caiam no chão e faziam cada vez mais barulho, junto com eles, uma voz conhecida.

Quase deixo-me levar pela emoção e xingar Sharpen em voz alta, mas seria arriscado demais fazer isso na frente de Urso e Bardo, já que ambos não sabiam quem é que estava na cozinha.

Me coloco de pé novamente e deixo Urso vir em minha direção, mas me mantenho na defensiva, até que ele abro a guarda só quando ele finalmente me da outro empurrão, me lançando para fora da sala onde comíamos. Deixo meu corpo ser levado e dou mais alguns passos para a cozinha, fazendo o empurrão de Urso parecer forte demais.

Vejo Sharpen, Levi e Quentin juntos, e Tamara morta no chão. Por mais que eu quisesse agradecê-los, a presença deles aqui só complicaria as coisas. Peço para que vão embora e me agarro a dois garfos de aproximadamente trinta centímetros de comprimento.

Me coloco de pé novamente e salto para cima de Urso, para impedi-lo de vir até a cozinha. Os gritos de Bardo chamavam por sua filha, mas já era tarde demais. Urso cai no chão e tenta me acertar com seu soco inglês. Desde quando ele vestia isso?! Me afasto e espeto seu braço com um dos garfos. O brutamontes ruge com um som estranho e puxa seu braço de volta.

Ele se afasta alguns passos de mim, o que me da tempo de perceber que a sala onde Bardo estava já pegava fogo nela toda. Vejo o gordo entrando na cozinha e corro na direção dele. Imediatamente ele me olha com ódio e raiva.

- Vocês não deveriam tê-la matado, Airsmith. MINHA ÚNICA FILHA! - Ele grita.

Puxo-o pelo colarinho e espeto sua barriga.

- ONDE ESTÁ MARGAERY?! - grito em seu rosto, com minha face próxima o suficiente dele para que dessa vez ele me escutasse.

Ao invés de responder, Bardo gargalha.

- Você só verá sua irmãzinha de novo caso se voluntarie e vença os Jogos Vorazes amanhã, Airsmith. - ele ri, como se já tivesse deixado tudo isso armado.

A fumaça já entrava pela cozinha. Urso aparece pegando fogo e corre para o corredor, soltando um som semelhante ao desespero.

- Como assim?! - pergunto, com o coração disparado.

- Eu sei de tudo, Airsmith. Tamara me contou tudo. - ele comenta, como um sussurro, forçando o garfo a entrar em sua barriga. - Já estou morto,
mas também me livrei de você... HAHAHAHA. Agora é hora do seu último teste, Airsmith! Você treinou tempo suficiente para provarmos a todos que o clube de luta é melhor que a academia onde treinam. Lá nós formamos os verdadeiros carreiristas.
- Bardo começa a tossir sangue, enquanto caia no chão.

Seguro novamente seu corpo para mim, desesperado.

- Bardo! Mas que porra. Diga onde Margaery está! DIGA! - imploro, quase jogando-o nas chamas.

- Deixei-a com duas pessoas de confiança... - ele sorri, com os dentes cheios de sangue. - Só a verá de novo caso seja voluntário e vença à 78º edição dos Jogos Vorazes, Phoenix. - os olhos de Bardo começam a se fechar e percebo que as chamas começaram a entrar na cozinha.

Sem tempo para pensar, corro em direção à porta mais próxima para sair da casa. Minha cabeça estava a mil, e não conseguia pensar em nenhuma outra coisa que não fosse em Margaery e Bardo. Meu Orientador conseguiu fazer o que ele queria.

Bardo conseguiu fechar todo o cerco e me usar como a marionete pessoal dele. Me treinou. Me fez vencer sob pressão os mais diversos tipos de lutadores, e sempre se mostrou respeitoso quanto a minha opinião de não matar os outros lutadores. Mas agora havia me jogado no meio de uma arena para ter que matar outros 23, só para provar que o Clube de Luta também trazia lutadores. E meu troféu não seria a vitória, e sim, Margaery.



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MensagemAssunto: Re: Distrito 04   Sab Nov 04, 2017 12:46 am


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Do lado de fora da casa, começamos a ver as fumaças e as chamas se alastrando para dentro do terreno de Bardo. Levi e eu colocamos Quentin em um dos cantos. O carreirista se abaixa e se esconde de qualquer presença, enquanto eu dou as caras para procurar meu irmão.

Vejo Slash tossindo saindo pelos fundos da casa, enquanto várias pessoas se reunia na parte da frente.

- Onde estão os outros? - é a primeira coisa que Slash pergunta.

Ajudo-o a andar e seguimos até onde Levi e Quentin estava, sem sermos notados. Slash se solta e leva as mãos à cabeça, evidentemente desesperado.

- Airsmith... - Quentin levanta os olhos e encara Slash. - Você queimou a casa toda? - ele sorri. - Me fez perder toda diversão.

Ignorando completamente o que Quentin havia dito, começo com meu interrogatório pessoal.

- Então? Onde eles estão? Onde Margaery está? O que faremos agora? - pergunto, pasmo.

Os olhos do meu irmão estão vagos e fundos. Ele me encara, em seguida encara Quentin e para em Levi.

- Mortos. Todos estão mortos. - Slash faz uma pausa antes de continuar o que tinha a dizer, só não imaginava que poderia ficar pior que isso. - E se eu não me voluntariar amanhã, Margaery também estará morta. - ele termina, antes de voltar a caminhar para casa, ignorando completamente a presença de nós três ali.

- O que?! Como assim?! Slash, você não está... - insisto, seguindo-o.

Slash vira seu corpo e sacode o meu.

- Não entendeu ainda, Sharpen?! É simples. Eu vou para os Jogos Vorazes. - ele afirma, como se já tivesse decidido seu futuro. Então me solta e encara Quentin. - Enquanto eu estiver naquela arena, você vai caçar as duas pessoas que Bardo deixou Margaery de corpo e alma até que a encontre, estamos entendidos?! - ele pergunta, como se Quentin pudesse dar outra resposta.

O ex-carreirista abaixa a cabeça e então volta seus olhares para Slash.

- Sim. Eu prometo que vou encontrá-la. - afirma, se colocando de pé.

O último a quem Slash chama é Levi, que parecia completamente inconformado com a situação.

- Ninguém sabe que vocês apareceram. Sinto muito fazê-lo correr o risco que correu, e obrigado pela ajuda. Agora, tome conta de Sidon quando eu me voluntariar. Provavelmente ele vai ficar uma fera. - Slash responde, calmo e sereno, estendendo a mão para Levi.


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MensagemAssunto: Re: Distrito 04   Sab Nov 04, 2017 4:54 pm


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Tell me how hard will I fall if I live a double life?

Intercalo meu olhar entre a expressão calma de Slash e a mão que ele me oferece, ao qual eu não respondo. Enquanto que eu me dei ao trabalho de fazer tudo por tudo para deixar tudo no lugar e levantar as mínimas suspeitas, Slash não hesitara um segundo em incendiar toda a casa para despachar o assunto. Eu juro que tentei compreender o seu lado, e parte de mim veio para aqui com intenções de o ajudar e não só manter-me a mim e à minha mãe em segurança, mas Airsmith ainda não percebeu que as suas decisões precipitadas só estão piorando a situação dele. Só aumenta a minha impressão de que Slash não tem bem noção de tudo o que é e envolve o clube de luta.

Estou tão impressionado com toda a cena que as palavras nem me saem quando eu quero. Preciso forçar minha voz para me fazer ouvir.

— Estás louco, Airsmith!? Vais mesmo fazer o que o Bardo te pediu? Tanto quanto sabes, Margeary pode estar sendo consumida pelas chamas neste preciso momento! - aponto para a casa de Bardo, mas ainda de olhos postos no rapaz, tentando fazer-lhe perceber o quanto as suas ações foram irresponsáveis - Ele está-te a manipular! Pensa um pouco, Slash! De que lhe valeria ter-te nos Jogos? Isso de "provarmos a todos que o clube de luta é melhor que a academia"? Todo o mundo sabe que pertences à Academia! Ninguém te vai associar ao clube de luta! Ou vais anunciá-lo no meio da entrevista? É que essa é a maneira perfeita de meteres um monte de Pacificadores à porta de tua casa, e aí não é só com a vida da tua irmã que vais ter com que te preocupar.

Não era preciso pensar muito para perceber o quanto esse "plano" de Bardo tinha falhas. O homem não era a pessoa mais inteligente, mas sabe como manipular as pessoas. Isto foi só a maneira dele controlar as ações de Slash mesmo depois da sua morte. Contido na Capital, Slash deixa de ter qualquer poder no clube. Mas casmurro como ele é, sei que as minhas palavras vão entrar-lhe por um ouvido e sair-lhe pelo outro. É uma pena, pois vai ser exatamente isso que vai custar a vida dele e a de Margeary, se é que essa ainda está viva. E eu não vejo outra hipótese para mim que não contar a Sidon sobre a sua ideia estúpida de se voluntariar e rezar para que o meu amigo seja mais rápido.


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Slash Airsmith

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MensagemAssunto: Re: Distrito 04   Seg Nov 06, 2017 12:48 pm


Slash Airsmith
▬▬▬▬▬☄️⚓️☄️▬▬▬▬▬


Olho novamente para as chamas da casa caindo aos pedaços e suspiro fundo. Realmente existia a possibilidade de Margaery estar lá dentro, mas não ouvimos nenhum barulho e Bardo também não seria besta a ponto de deixá-la tão exposta, mesmo que em uma casa tão grande.

Os sermões de Levi são soam como uma espécie de sermão de mãe ou irmão mais velho, mesmo com ele sendo tão mais novo. Ele termina de falar e então tomo coragem para encará-lo.

- Vou para os Jogos Vorazes, está decidido. Se quiser que seu amigo vá, então peça para que ele seja mais rápido. - respondo, secamente. - Por agora, é melhor irmos embora antes que os Pacificadores notem nossa situação.

Bato com as mãos em minhas roupas e ouço Quentin rosnar, mas sem dizer uma única palavra. Ele mais do que ninguém sabia que quem deveria ir para os Jogos era ele, e não eu. Mas Bardo decidiu meu futuro, e não o dele. Era a mim que ele queria ver até onde eu poderia chegar, não Quentin.

Olho para Slash e ele me acompanha até nossa casa, em silêncio.



I'm trying understand myself
Who I'm and who they are
Why a promise means so much to me?
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